- Sentimos muito. Mas não somos nós. É o monstro. O banco não é como um homem.
- Sim, mas o banco só se compõe de homens.
- não vocês enganam-se nisso; enganam-se redondamente. O banco é alguma coisa mais do que homens. Acontece que todos os homens odeiam o que o banco faz, e todavia o banco fá-lo. O banco é alguma coisa mais do que homens, acreditem. É o monstro. Os homens fizeram-no mas não podem controlá-lo.
Os rendeiros bramaram:
- O avô matou os índios, o pai matou as cobras por causa da terra. Talvez nós nos disponhamos a combater para conservar a nossa terra, como fizeram o pai e o avô.
e então chegou a vez dos senhorios ficarem zangados-
- Vocês têm de sair daqui.
- mas a terra é nossa - vociferavam os rendeiros. - Nós...
- Não é. O banco, o monstro, é o dono. vocês têm de sair daqui.
- Pegamos nas nossas espingardas, como o avô quando os índios vieram. Que é que nos poderá acontecer?
- Primeiro vem o xerife e depois a tropa. Serão ladrões se teimarem em ficar; serão assassinos se matarem para ficar. O monstro não é homem, mas pode arranjar homens para fazerem o que ele quer.
- mas se sairmos daqui, para onde iremos? E como iremos? Estamos sem dinheiro.
- Sentimos muito
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